31 de mar de 2007

Pedro Álvares Cabral...


...descobridor do Brasil ou mero encenador de uma descoberta oficial ?
Parecem restar poucas dúvidas que o Brasil já seria bem conhecido pelos portugueses antes de 1500...mas dada a prioridade da descoberta do caminho marítimo para a Índia, a política de total sigilo face a um concorrente vizinho que disputava os mares com o povo Luso, a falta de indicadores de riqueza que pudesse ser uma mais valia para os nossos negócios... levou a que os estrategas portugueses das descobertas tivessem intenção de anunciar o Brasil ao Mundo após a a primeira de Vasco da Gama à Índia.
De facto, Pedro Álvares Cabral é o homem escolhido para capitão-mor da segunda expedição à Índia...e graças a uma tempestade...toca num novo mundo onde abundava o pau brasil. Coloca-se nos meios científicos a questão da intencionalidade ou do acaso do desvio efectuado para oeste que culminou com o «achamento» da Terra de Vera Cruz.

Apesar de natural de Belmonte, onde existe junto ao Castelo a Capela dos Cabrais, encontra-se sepultado em Santarém na Igreja de Santa Maria da Graça.
Diz então a sua campa rasa:
Aqui jaz Pedro Álvares
Cabral e Dona Isabel de
Castro sua mulher cuja é esta
capela e de todos os herdei
ros a qual depois da morte de seu
marido foi camareira mor da
Infanta Dona Maria filha del
Rei Dom João Nosso Senhor ho tercei
ro deste nome"
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30 de mar de 2007

Igreja de Santa Maria da Graça


Precisamos recuar aos últimos anos do reinado de D. Fernando I, aos conturbados tempos da crise dinástica de 1383-85 e às subsequentes guerras com Castela...para nos situarmos na época em que esta magnífica Igreja de Santa Maria da Graça foi edificada.
Os patrocionadores de tão majestosa empreitada foram os Meneses, mais concretamente D. João Afonso Telo de Meneses e sua mulher D. Guiomar de Vilalobos, família nobre legada a Penela (povoação que fica perto de Condeixa-a-Nova), que apoiaram deste modo a instalação dos frades Agostinhos em Santarém.
A morte do fundador, o envolvimento do filho nas questões da regência, a sua morte em Penela e as dificuldades económicas, depois de Aljubarrota...dificultaram a construção do templo. A obra é concluída no tempo dos netos do fundador deixando-nos desse modo registos dos dois períodos do gótico português: um contido gótico mendicante e a influência marcante do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, vulgo Mosteiro da Batalha. Deste modo temos um interior com uma enorme simplicidade...e um exterior mais decorado, sinal dos novos tempos, com a rosácea (que aparece em pormenor na fotografia do post anterior) e um portal com uma cenografia idêntica ao portal da Batalha, de onde foi importada a silharia (trabalho de pedra).

A unidade do projecto faz da Igreja da Graça uma "obra-prima" do Gótico Português e acaba por ser um panteão da família Meneses, assim como "o alfa e o ómega dos descobrimentos portugueses", no entender de José Manuel Garcia, pelo facto de estarem sepultados o 1º Governador Geral de Ceuta, D. Pedro de Meneses e de Pedro Álvares Cabral o descobridor oficial do Brasil.
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29 de mar de 2007

Filosofia da Luz


Vou retomar a saga do Clube de Arqueologia pela Capital do Gótico, refiro-me a Santarém e aos seus belos exemplares desta corrente artística que teve início pelos preceitos ideológicos do Abade Suger no momento da reconstrução da Abadia real de Saint-Denis, entre 1137 e 1144.
Este estilo que rompe de certa maneira com o Românico acaba por ser a afirmação de uma nova filosofia que conjuntamente com relações matemáticas precisas vão dar rigem a uma arquitectura mais harmoniosa e com proporções inovadoras.
O enfoque vai ser dado a uma LUZ que se quer em abundância para que a comunicação com o divino e o sobrenatural seja facilitada, dado que é com ela que o homem comum pode admirar a glória de Desus e melhor aperceber-se da sua mortalidade e inferioridade.
Para que esta filosofia do abade Suger se torne real vão-se difundir os vitrais, grandes vitrais possíveis devido a uma melhor técnica construtiva que permite que se abram nas paredes, agora libertas da sua função de apoio, estes rasgos de vidro e pedra bem recortada e trabalhada como se de uma renda se tratasse que permitem a metamorfose do interior num espaço gracioso e celeste.
Em Portugal aparece no último quartel do século XII, com a construção do Mosteiro da Batalha e a sua expansão está muito ligada às ordens religiosas mendicantes (franciscanos, dominicanos, carmelitas, agostinhos), que construíram vários mosteiros em cidades portuguesas nos séculos XIII e XIV.
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27 de mar de 2007

Paparazzi


O "Arqueólogo-Moura" anda armado em paparazzi...tirando fotografias a tudo e a todos! Para tudo o que olha vê planos e enquadramentos para aquilo que se pode tornar uma fotografia interessante.
Foi o que aconteceu no final do já referido espectáculo de solidariedade quando vi a antiga aluna e amiga Carol com uns óculos todos XPTO a fazerem reflectir a bonita paisagem do espaço envolvente ao colégio. Lá fui tirando assim, assado, frito e cozido...com lago, sem lago...enfim, com o Arqueólogo-Moura espelhado e sem estar presente. Escolhi esta em que apareço de máquina em punho... e aparecem também duas antigas alunas, a Patrícia (que pertence ao Clube de Arqueologia) e a Sofia.
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26 de mar de 2007

Capuchinho Vermelho Reloaded




Fotografias de alguns bons momentos vividos pelo Capuchinho Vermelho, a sua avó e avô, o Lobo Mau, os três porquinhos...entre muitos outros personagens que deram vida a uma nova versão daquela história que nos contaram em pequenos!
Referir que as turmas do 8ºC e 8ºA tiveram uma participação de destaque nesta iniciativa que reuniu no Salão de Teatro cerca de 800 alunos.
Para Junho este fabuloso grupo de teatro e variedades...está com uma enorme vontade de desenvolver outra iniciativa para a tradicional Festa da Família!
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25 de mar de 2007

Solidariedade




Na sexta feira o CAIC organizou um espectáculo de solidariedade para tornar a vida de uma aluna mais risonha no futuro. Não é novidade que o CAIC apoia as famílias mais carenciadas com alimentos recolhidos na Operação Pirâmide, levada a cabo no Natal, mas desta vez o caso diz respeito a um dos direitos que todos deviamos ter...uma habitação habitável! O atento e dinâmico assistente social, Dr. Carlos Machado, detectou e tem desde Dezembro tentado arranjar fundos e apoios que tornem possível a realização de obras na referida casa.
Optou-se terminar o 2º Período com um espectáculo para o qual os alunos entravam dando o contributo de "um abraço", traduzido em euros... com a possibilidade de ver mais um programa da emissão local da Rádio Cueca, um momento de Tai Chi que acabou com a censura do nosso amigo do Histórias e Sabores, um solo do mestre Rui com a sua potente guitarra, um fenómeno do Entroncamento com a chegada de Elvis seguido de uma Tina Turner... divinal! Para acabar em beleza uma história do Capuchinho Vermelho reloaded do qual mostrarei fotografias em futuros posts.
Foi um momento que acabou por ser um motivo de orgulho para a comunidade educativa dado que em poucas semanas se criou cerca de 2 horas de pura diversão devido a um motivo muito nobre: ajudar quem precisa.


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Aprisionado


Apesar de por vezes ter dificuldade em perceber alguns dos dizeres da nossa língua...ontem tive um dia e pêras (umas das frutas que mais aprecio). Senti-me um prisioneiro com reuniões de avaliação ao mesmo tempo que os meus dois filhos tinham actividades nas quais faço sempre questão em estar presente! Resultado: acordar cedo para preparar as reuniões, pôr-me a caminho de Cernache (mesmo ao lado de Coimbra) para a reunião das 8.30....esperar pelas 12 para para me pôr a caminho de Leiria para almoçar com o meu "campeão que partia para uma prova de natação, em Pombal, logo de seguida levei a minha "cantora e dançarina", a Fátima, para ensaiar um espectáculo a apresentar na perigranação diocesana no Auditório Paulo VI"..,,,.--hghgfhdgghkfghjklghjkgvfjlkkghçjqwertyuiop+ºdfghjklç+l (desculpem lá esta série de palavras desordenadas...foi para limpar o teclado de tanta baba!!!).

De Fátima para Pombal...para ver o aquecimento do meu Guilherme e as séries em que iria nadar. Sempre a olhar para o relógio dada a reunião da minha Direcção de Turma a ter início às 16.10...
Tive de sair sem ver o meu "campeão" a vencer a primeira prova que fez de 50 metros e ficar em segundo na prova de costas, também pela primeira vez na versão 50 metros... e receber por SMS estas novidades!
Pelas 18 horas estava a sair do colégio em direcção a Fátima...
Foi um dia de luta que em muito deu a ganhar à BRISA e à GALP...com uns 350 quilómetros percorridos... e de certa forma ao pai babado que se soltou por breves instantes da sua prisão.

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23 de mar de 2007

O porto de abrigo...


...já se vê e apesar de aparentemente rudimentar, deixou se ser uma miragem para se tornar bem real! A montanha de testes foi dinamitada com noitadas, a virar para as madrugadas, dando lugar a uma planície de meia dúzia de folhas cheias de números que demonstram o empenho dos meus 140 alunos...
Venham as reuniões e entrega das avaliações aos Encarregados de Educação para depois pensar numa passeata revitalizante...
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22 de mar de 2007

Queijinhos do Céu


Em Constância fui levado como que por uma mão divina até ao Café da Praça...onde tive um encontro com uns queijinhos fora do normal. Abençoados pelas religiosas que ainda os confeccionam com saberes seculares estes "queijos" aparecem-nos "vestidos" por uma roupagem simpática feita de papel vegetal (penso eu de que...) atada com um pequeniro cordelito. Depois de despido aparece-nos com um ar bastante imaculado que desaparece na primeira trinca...quando o sabor da amêndoa, da capa exterior, se mistura com o doce de ovos interior...
Mas que alma tem este queijinho que parece ser mesmo enviado do Céu!
Os meus amigos que me desculpem...mas as noitadas a ver testes dão nisto...uma imaginação muito fértil derivada provavelmente das respostas imaginativas dos nossos alunos!

Ps- lembrei-me depois de publicar... que me esqueci de referir que no prato se encontra um outro doce típico da região...mas do qual não me lembro do nome! Apenas do sabor a amêndoa e da sua aptidão para acompanhar um bom chá. Ele que me desculpe, mas os queijinhos relegaram-no para segundo plano! Mas não é nada mau...

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21 de mar de 2007

A tradição...


...continua a ser o que era para o "Arqueólogo-Moura", uma vez que chegado ao final do período já anda a trocar as noites com os dias, e vira morcego! Acordar às 4 da matina para ver os testes para preparar as notas finais desta segunda etapa do ano escolar. Com este ritmo infernal nem me deu para degustar convenientemente o meu jantar de segunda-feira, dia do Pai.

Nem me atrevo a lançar o desafio sobre o que preparei...

... uma grelhada com bisonte e antílope!!!

Gostei particularmente da última espécie pelo seu aveludado, menos da primeira tinha um sabor intenso a...bisonte! Da última vez que tinha feito um manjar fora do normal as carnes utilizadas foram crocodilo(que adorie), zebra, búfalo e canguru... em torno de um fondue que lhe avivou os sabores. É bom conseguir fugir ao trivial para que a tradição não seja sempre igual ao que era até então...

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19 de mar de 2007

Almourol oitocentista


Uma das maravilhas da blogosfera é as aprendizagens que fazemos a propósito do que postamos. De facto, dou por mim a recolher informação extra no momento em que penso publicar uma fotografia minha sobre o nosso rico património. Até ter o blog ficava só pelo estudo prévio dos locais que destino para visita do clube ou em família...
A propósito do Castelo de Almourol recebi um comentário interessante, da autora do Voando por aí (http://voandoai.blogspot.com/), dando conta de uma interessante gravura do século XIX(1830?) que se encontra na Biblioteca Nacional e retrata as Ruinas do castello d'Almorôl, sobre o Tejo.
Obrigado Teresa Durães.
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18 de mar de 2007

Dia do Pai

No passado Sábado ao perceber que estava perto da bonita Constância...lembrei-me do meu Pai!! O motivo: Camões!! Pode parecer estranha a relação já que viveram em épocas diferentes e eu não tenho Camões no nome... mas se eu revelar que na vasta biblioteca do meu pai existem cerca de 500 obras relacionadas com o poeta que viveu em Constância depois de expulso da Corte, em 1546, e cerca de 100 exemplares de Lusíadas com tamanhos, datas e idiomas diferentes claro está. O exemplar mais precioso data do século XVII...
Penso fica clara a ligação do meu pai com Camões...e indirectamente minha com a História e com o gosto pelo que é antigo e genuinamente português.
Um bom dia do Pai para o meu PAI é a dedicatória que deixo na blogosfera...com alguma esperança que daqui a uns tempos o tenha nestas andanças das informáticas.
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Almourol encantado



Este castelo que se eleva a 18 metros de altura, sobre um afloramento granítico, tem algumas muralhas de origem romana, tese comprovada pela estrutura de embasamento da torre de menagem e pelos materiais arqueológicos e numismáticos encontrados no local. Foi mais tarde ocupado pelos árabes e conquistado por D. Afonso Henriques. No ano de 1171 sob a ordem dos Templários é reconstruído e ampliado para ...??? Boa pergunta para a qual alguns apontam como uma mera atalaia onde se controlaria as embarcações que navegavam no Tejo, já que o rio se navegava desde Lisboa até às Portas de Rodão, ou teria outra função, menos evidente ?
Imponente transmite segurança e intimidade que nos acaba por levar a muitas histórias e lendas cujas personagens ainda passeiam no interior das muralhas...
Para ver e sentir tudo isto é preciso chegar a tempo de apanhar o barco e dar a volta à ilha, desembarcar no meio de uma vegetação abundante e não perder o barco de regresso para não partilhar a ilha de noite com os fantasmas...
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Castelo de Almourol


Visitar o Castelo de Almourol foi a concretização de um sonho antigo. Ainda namorava com a minha mulher quando tentei visitar o referido castelo, mas foi inglória a tentativa dada a altura do ano quando lá fui.
Ontém apesar da hora tardia...tudo se proporcionou, barco e barqueiro prontos, muita vontade e bilhetes na mão, lá demos a volta à ilha onde se ergue o castelo construído em 1171 por Gualdim Pais, sobre uma fortaleza romana.
É um lugar mágico cheio de lendas. Os versos de Palmeirim de Inglaterra, do século XVI, tecem uma história de gigantes e cavaleiros, e dos combates do cruzado Palmeirim pela amada Polinarda. Outros dizem que o castelo é habitado pelo fantasma de uma princesa que soluça de amor pelo seu escravo mouro.
Uma coisa é certa...este castelo rodeado por muralhas e nove torres, nunca foi tomado por forças invasoras!!!
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17 de mar de 2007

Um dia em cheio...


...com o Clube Família, ou seja com o meu Guilherme, a Mafalda e a Maria Inês! O trajecto seguido fazia lembrar um pouco o que fiz no passado sábado com o Clube de Arqueologia, o café matinal na Jomafel perto da Benedita (onde se podem comer dos melhores pastéis de nata que conheço) e depois Ribatejo puro e duro. Passagem por Santarém e almoço no meu restaurante de eleição sempre que vou para estes lados, O Forno, em Almeirim. Para a parte da tarde estava prevista uma audiência com a minha recém-nascida sobrinha Carolina, ainda com menos de 24 horas de vida, no Hospital de Abrantes. Mesmo sem comer a famosa Palha de Abrantes, opção tomada com consciência numa altura em que estou de novo atulhado em testes, onde por vezes a palha abunda... segui em direcção a Constância e ao Castelo de Almourol, onde digeri uns deliciosos Queijinhos do Céu religiosamente ingeridos no Café da Praça, na terra onde viveu Camões.
Um dia que acabou de noite... e com muita informação, fotografias e dedicatórias que penso fazer a algumas pessoas que estão ligadas aos percursos que fiz.
Começo a ter um problema neste meu/vosso blog...
...não consigo dar conta dos posts sobre as minhas saídas em tempo desejável dado que elas têm sido frequentes e o tempo para escrever sobre elas não tem abundado neste final de Período escolar. Ainda me faltam postar sugestões dos meus dias por Bragança, Zamora, Alcanizes, Sanábria e Salamanca, das mini férias de Carnaval, os posts sobre a minha saída do Clube a Santarém e Golegã, os posts sobre os locais de hoje...
E as férias da Páscoa a bater à porta e novos lugares a chamarem por mim...e como não gosto de fazer desfeitas, lá terei de ir ainda não sei bem para onde, apenas sei que para algures neste jardim à beira mar plantado!
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Celestiais


O elevado número de conventos antigamente sediados em Santarém deu origem a uma deliciosa doçaria conventual.
O Clube de Arqueologia para recolocar em ordem as calorias perdidas com a longa caminhada que fez em Santarém decidiu por experimentar os celestes de Santa Clara, segundo a tradição elaborados com grande mestria pelas monjas do Convento de Santa Clara, do qual hoje se conserva apenas a igreja.
São fotogénicos e saborosos para quem gosta da junção de ovo com amêndoa.
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15 de mar de 2007

Viagens na Minha Terra...



O Clube decidiu “homenagear” Almeida Garret tentando seguir as suas pisadas por terras de Santarém.
E tal como nos é descrito nas “Viagens na minha terra”, "eram as últimas horas do dia, quando chegámos ao principio da calçada que nos leva a Santarém (…)”. E depois de percorrer algumas ruelas “Cá está a curiosa Torre das Cabaças (…)” e mesmo ao seu lado “(…) a velha igreja de S. João de Alporão”, construída no século XII. E a caminho das famosas Portas do Sol, tempo para dar uma espreitadela ao “(…) arrendado e elegante frontispício gótico da Graça”, onde repousa em campa rasa, o descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral.
“Depois de muito procurar entre pardieiros e entulhos, achamó-la enfim a Igreja de Santa Maria de Alcáçova”, um pequeno templo construído poucos anos depois da conquista de Santarém. E mesmo ao lado as muralhas defensivas do velho burgo que possuíram outrora oito portas: Atamarna, Valada, S. Mansos, S. Gens, Carreira, Leiria, Santiago e Sol (que dá o nome ao Jardim, Portas do Sol).
Continuámos o nosso passeio rumo à Praça Sá da Bandeira. Em frente “(…) o Colégio, tipo largo e belo no seu género, e quanto o seu género pode ser, das construções jesúiticas…(…)”. É um magnífico edifício de grandes proporções.
E fomos assim chegados ao termo do nosso percurso percebendo perfeitamente as palavras de Almeida Garret sobre tão simpática terra: Santarém fatigou-me o espírito, como todas as coisas que fazem pensar muito. Deixo-a porém com saudade, e não me hei-de esquecer nunca dos dias que aqui passei”.
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13 de mar de 2007

Parabéns...

...ao arquitecto que concebeu esta fachada.
Gosto de ser surpreendido por uma arquitectura original. Os meus amigos virtuais decerto se lembram de um post de Dezembro, intitulado " A arte de bem constriur", a propósito de uns prédios que vi em Santiago de Compostela.
Desta vez foi no caminho entre Alpiarça e a Golegã... e curiosamente foi a "veterana" Alexandra que me chamou a atenção para esta fachada fora do normal! Acabei por inverter a marcha mais adiante para tirar um apontamento fotográfico de modo a que possam atestar esta fantástica originalidade.
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12 de mar de 2007

Casa dos Patudos


De nome fora do comum e de aparência bem discreta a residência de José Relvas, em Alpiarça, foi construida na primeira década de novecentos, segundo um projecto do famoso arquitecto Raul Lino. Esta casa acaba por revelar a maneira de ser e a sensibilidade do homem que recordamos na História por ter sido ele, da varanda do edifício da Camâra Municipal de Lisboa, a proclamar a implantação da República. Mas para além de homem público foi coleccionador de obras de arte (mais de mil obras expostas...), lavrador e um apaixonado pela música e pelo Ribatejo. Aquando da sua morte legou a casa e o seu património à Camâra Municipal de Alpiarça para que se fizesse uma Casa-Museu. Assim surgiu a Fundação José Relvas que administra lares de terceira idade e Creches/infantários.
Homem romântico por natureza deu um cunho bastante intimista na disposição das obras pelas cerca de 101 divisões que a casa dispõem, das quais visitamos cerca de 30... que nos atinge particularmente na sua biblioteca.
Já visitei esta casa umas 6 vezes e dou por mim a reparar em pormenores novos! Destaco nesta visita, a simpática presença de um casal que casualmente chegou à Casa dos Patudos ao mesmo tempo que o Clube de Arqueologia. A provar como este mundo é pequeno...constatou-se que o referido casal é de Coimbra e apostam em visitas culturais aos fins de semana, tal como o Clube de Arqueologia.
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11 de mar de 2007

Os nove magníficos...


...tiveram ontem um dia em cheio!!
O Leonardo, a Inês, a Rita, a Alexandra, o Diogo, o Telmo, a Soraia, a Catarina e o pseudo "Arqueólogo-Moura", ajudados com a generosidade do São Pedro, disfrutaram de uma bela jornada onde se procurou ter um encontro com uma família que marcou a História de Portugal na viragem da centúria de oitocentos para a de novecentos. Refiro-me à família Relvas, nomeadamente ao "pai" Carlos e ao "filho" José, e por arrastamento à introdução da fotografia em Portugal, à implantação da República e ao dinamismo agrícola na Lezíria.

Deste modo andámos pela Golegã e Alpiarça, pela Casa dos Patudos e pelo exterior da Casa Estúdio Carlos Relvas (com abertura no final do mês...!?).
Também decidiu o clube homenagear Almeida Garret...e seguiu os passos deste autor pela histórica cidade de Santarém, relatados nas "Viagens na Minha Terra".
Agora é esperar pelos posts...sobre as nossas aventuras, os nossos encontros de 3º grau com personagens interessantes deste Ribatejo profundo..!!

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