30 de abr de 2006

Travesseiro de Sintra

Em jeito de desafio...aqui vai um belo travesseiro de Sintra produzido na "santa casa" da Piriquita. Apesar de não lhe podermos sentir o cheiro, nem o calor que emana do seu "corpo", nem tão pouco do sabor inconfundível fica aqui a sugestão de ir a Sintra degustar um travesseiro!
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29 de abr de 2006

Os "arqueólogos" em 2005 / 06

O grupo de alunos que decidiu no início deste ano lectivo aderir ao Clube de Arqueologia...a Catarina, a Inês, o Pascoal, o Diogo, o Ricardo, a Alexandra, a Raquel e o Mário, no Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco.
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Idanha-a-Velha


Lugar de paragem obrigatória quando se passeia pela Beira Baixa Raiana é Idanha-a-Velha onde o tempo parece ter parado também! No meio da planície, salpicada aqui e ali por enormes rochas, junto do Rio Pônsul surge a aldeia que nos tempos romanos foi bastante próspera pois ali passava uma das principais estradas romanas. A ponte é de origem romana, mas tal como muitas outras que abundam neste país foi reconstruída na Idade Média. A catedral foi cinco vezes destruída e outras tantas levantada, daí resultando uma fascinante mistura de estilos e vestígios: epigrafias romanas (16 a C.), esculturas visigóticas de mármore, e um fresco manuelino
As ruínas milenares fundem-se com as casas dos aldeões. Tudo nos transporta para outras eras.
Depois de um passeio pela aldeia aconselha-se a um reconfortante lanche no LAFIV, pequeno café da terra, onde se podem saborear uns deliciosos enchidos caseiros...como morcela, batateiro, alheira e para terminar uns "borrachões" que são uns bolos secos feitos à base de aguardente e canela entre outros ingredientes claro está!!

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Monsanto

Um dos locais escolhidos pelo Clube tem sido a «aldeia mais portuguesa de Portugal» como em tempos foi referida e este ano serviu para marcar o início das actividades a 15 de Outubro.
O lugar de Monsanto impressiona pelo facto de se encontrar empoleirado numa elevação que sobressai de toda a planície em redor e ao percorrermos as suas estreitas ruelas encontramos a cada esquina vestígios do passado. Os penedos maiores foram utilizados como paredes de casas, os mais pequenos partidos e usados como degraus ou apoio a palheiros ou até mesmo currais. As casas tradicionais, onde o andar terreo continua reservado aos animais, alternam com alguns solares brasonados. Do alto do castelo (800 m), a vista é fabulosa. Lá dentro, a igreja românica de São Miguel, e a capela manuelina de Santo António.
Também se visitou Penha Garcia e Idanha-a-Velha que ficam próximas de Monsanto.
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23 de abr de 2006

E já lá vão oito dias de Blog! Obrigado a todos!

E já lá vão oito dias de blog... e não posso deixar de demonstrar a minha gratidão por todos aqueles que visitaram os desabafos escritos e fotográficos que o "arqueólogo-moura" decidiu por sua livre vontade, se bem que com a ajuda do sogro Nunes que é um mestre nestas andanças (ver o link "Dispersamente" que tenho referenciado para comprovar o que afirmo), colocar na blogosfera.
Num dos contadores marca mais de 110 pessoas, eu diria que o mais "semítico" e num outro mais avantajado, como eu, cerca de 200 pessoas...o qual não é visível à primeira vista mas depois de clicar num pequeno ícone que se encontra ao lado do contador mais poupado uma vez que conta só uma vez a entrada de um curiososo, mesmo que visite a página várias vezes no mesmo dia, mostra a todos a proveniência de quem aborda o blog.
E tudo em oito dias!! Belo desafio que tenho pela frente! Não defraudar todos os que por aqui passaram...
...e para já nada melhor do que um pastel de Belém compartilhado por e para todos...apesar de parecer pouco higiénico dá um ar de familiaridade entre todos os que por aqui passam!!
Obrigado e não se esqueçam que este blog vai ter actualizações semanais com dicas sobre potênciais sítios merecedores de passeios familiares lúdico-culturais-gastronómicos!!!!!!!!!! É um autêntico três em um na terminologia moderna do marketing, e já deu para ver que o Clube de Arqueologia é um clube muito à frente...

22 de abr de 2006

Frecha da Mizarela - imagem tentadora !

Para recompensar a custosa descida nada melhor que um mergulho nas águas límpidas. Notar que a seguir à grande queda de água seguem-se em catadupa uma série de outras quedas de água de menor dimensão mas com umas apetecíveis "piscinas naturais" que nos fazem esquecer o penoso caminho de regresso...

Frecha da Mizarela - imagem ousada!

Aqui uma panorâmica menos usual da Frecha da Mizarela junto ao final da queda de água...mas que o clube após uma descida bem radical conseguiu apreciar. Reparar que deste ponto não se vê a saída da água.

Frecha da Mizarela - imagem comum!

Um dos locais mais paradisíacos que o clube visitou foi a Frecha da Mizarela, a poucos quilómetros de Arouca, que consiste numa queda de água que brota da parede da montanha e se vem despenhar 60 metros abaixo, tratando-se da maior brecha geológica da Península Ibérica.
A foto mostra a panorâmica que se tem do miradouro e que é a visão da maioria das pessoas...

20 de abr de 2006

Convento dos Capuchos - Sintra

Foto de um pormenor do Convento dos Capuchos, que depois de uns bons anos em completo abandono e degradação, se encontra agora “protegido” pela empresa Parques de Sintra. O edifício monástico semi-perdido no miolo da Serra de Sintra, é de observância franciscana, e a sua origem prende-se com um voto feito por D. João de Castro, vice-rei da Índia. O convento é um expoente da pobreza, com as suas minúsculas celas ganhas à mão por entre as fragas, parcialmente revestidas a cortiça, de modo a tornar a vida suportável!
Caso se pretenda visitar é conveniente consultar o site: www.parquesdesintra.pt

Os "arqueólogos-estagiários"...em 2004/05


Nesta foto tirada com "outra suavidade" nos jardins do Palácio de Monserrate encontramos os "arqueologos"... Paulo Oliveira, Diogo Gonçalves, Raquel Querido, João Santos, Alexandra Silva, Inês Silva, José Pascoal e Mário Correia.

Bonitas paisagens no Vale do Côa

Os destinos do Clube em 2004 / 05

No ano lectivo 2004/05 o Clube de Arqueologia como não podia deixar de ser começou por se dirigir ao Vale do Côa para visitar desta vez o núcleo da Ribeira de Piscos, único lugar visitável onde aparece a representação do homem! Mais uma vez o Clube de Arqueologia foi guiado pelo experiente e sábio guia José Pedro que já bem conhece o Clube de Arqueologia do CAIC. Depois das gravuras o clube visitou a Quinta da Ervamoira. Estávamos a 23 de Outubro e voltaríamos a sair no dia da Imaculada Conceição, ou seja a 8 de Dezembro. Escolhemos a Cidade Invicta para aproveitar os últimos tempos da exposição da pintora Paula Rego, no Museu Serralves, e da parte da tarde entre o ver o Museu do Carro Eléctrico e o Edificio da Alfândega ainda houve tempo para dar uma volta de eléctrico pela zona da Ribeira e da Foz!
Logo a iniciar o 2º Período, a 8 de Janeiro, o Clube faz mais um Baptismo de Mergulho e visita o Museu da Lourinhã, onde se encontra a maior colecção de ovos de dinossauro do mundo, entre uma imensidão de vestígios dessa época tão longínqua. Depois uma breve passagem por Peniche para ver a Fortaleza que foi adaptada a prisão política durante o Estado Novo.
No dia 12 de Março escolhemos um local que quase pode ser considerado como segunda casa do Clube...Sintra! Escolhemos o Convento dos Capuchos, que depois de uns bons anos em completo abandono e degradação, se encontra agora “protegido” pela empresa Parques de Sintra que efectua visitas guiadas. O edifício monástico semi-perdido no miolo da Serra de Sintra, é de observância franciscana, e a sua origem prende-se com um voto feito por D. João de Castro, vice-rei da Índia. O convento é um expoente da pobreza, com as suas minúsculas celas ganhas à mão por entre as fragas, parcialmente revestidas a cortiça, de modo a tornar a vida suportável.
Da parte da tarde, no Palácio de Monserrate, o clube teve de pôr à prova vários dos seus sentidos, nomeadamente a visão, a audição, o olfacto e o tacto, para absorver todo o ambiente romântico ao longo do percurso dos jardins, lagos e cascatas rodeados de espécies exóticas, que culmina com o palácio, mandado reconstruir por Francis Cook, em 1856. Foi como se tivéssemos entrado no Reino das MIL e Uma Noites. Para terminar um caminho perfumado, ladeado por glicínias, jasmins e loureiros.
Aos nove dias do mês de Abril o Clube faz uma visita a dois locais bem próximos de Coimbra e desconhecidos à maioria das pessoas. Refiro-me ao secular Mosteiro do Lorvão e à Fraga da Pena que constituí um pequeno paraíso natural situado na Serra do Açor que provoca devido a uma falha geológica umas aparatosas quedas de água.
No final do ano lectivo alguns dos "arqueólogos-estagiários" participaram numa visita, preparada para duas turmas do nono ano, à Reserva Natural da Berlenga, que desde 1989 faz parte da rede europeia de Reservas Biogenéticas.

16 de abr de 2006

Os "arqueólogos-estagiários" de 2003 / 04

Uma fotografia tirada na Casa do Infante, no Porto, onde se acredita ter nascido o Infante D. Henrique.
Destaca-se na foto o Dux-veteranorum do clube, para os amigos Alexandre Silva (o personagem que se encontra vestido de negro), que brindou o clube com o seu empenho durante seis anos lectivos... do seu 7º ano ao 12º ano de escolaridade! Um marco importante na História deste clube e um exemplo a seguir por todos os "arqueólogos-estagiários"!

O clube em movimento...em 2003/04

No ano lectivo 2003 /04 o Clube começou por visitar logo a 18 de Outubro as Gravuras do Vale do Côa, nomeadamente o núcleo da Canada do Inferno e o da Penascosa. A 6 de Dezembro, rumou ao Porto para conhecer o Palácio da Bolsa, a Igreja de S. Francisco, a Casa do Infante e as Caves Ferreira. No dia 10 de Janeiro, um baptismo de mergulho, na Lourinhã, e ainda com o corpo meio húmido rumou até à Casa dos Patudos, em Almeirim, e a terminar o dia um passeio por Santarém seguindo como guia as passagens que Almeida Garret nos deixou na sua obra "Viagens na minha terra" sobre esta terra que recebeu o título de "capital do Gótico português". A 6 de Março fomos até Queluz ver o palácio de eleição de D. José e a Sintra ao Castelo dos Mouros e o Museu do Brinquedo.
Para terminar em beleza no dia 18 de Junho planeou uma saída que teve tanto de radical como de inovadora. Neste sentido o Clube decidiu escolher a Reserva Natural da Berlenga, que desde 1989 faz parte da rede europeia de Reservas Biogenéticas.
Tudo isto só foi possível com o empenho da Inês Silva, Mário Correia, Alexandra Silva, Catarina Dinis, Mariana Neto, Ana Melo, José Alexandre Silva e Sara Cardoso.

O ritual do costume


Depois de ouvidas as explicações vai-se até ao fundo... e respira-se aquele ar fresco da garrafa e vive-se uma experiência inesquecível!!!

Baptismos de mergulho

No dia 17 de Março, mais um grupo de alunos do CAIC teve a oportunidade de realizar um baptismo de mergulho. Esta primeira experiência com o mergulho que para uns à partida será sempre emocionante, para outros pelo contrário intimidatória, tem decorrido num ambiente controlado, por pessoas credenciadas, feita a pouca profundidade de modo a cativar o novo adepto de mergulho.
O ritual é sempre idêntico, começa por fazer-se uma introdução onde se dá a conhecer o equipamento que vai ser utilizado (garrafa, reguladores, manómetros, colete, cinto de chumbos…) e alguns dos princípios da Física, Química e Biologia que estão inerentes ao mergulho. Depois, em grupo vai-se até ao fundo… e joga-se um pouco de ténis para estar mais descontraído no meio subaquático.
A grande riqueza desta experiência reside no facto de poder cruzar-se conhecimentos de áreas científicas diversificadas, e ao mesmo tempo incutir sentido de confiança, de espírito de grupo e liberdade aos alunos que o experimentam. Também não será de descurar as potencialidades que em termos de futuro terá a arqueologia subaquática no território português, pois sabe-se que ao longo da costa portuguesa estarão cerca de 6000 barcos naufragados, muitos da carreira das Índias…sabendo-se apenas a localização de umas duas dezenas deles!!!
Por todos estes motivos esta experiência dá a oportunidade de se descobrir um novo mundo. Estou certo que os cerca de 100 alunos que ao longo dos últimos quatro anos experimentaram não se arrependeram e jamais se esquecerão do ambiente sentido debaixo de água ao longo dos 30 a 40 minutos que demora o baptismo!
No site www.aquaoeste.com podem ser vistas algumas fotos tiradas nos baptismos a alunos do CAIC, bem como as noticias que foram publicadas nos Olarilas sobre os mesmos.

Por terras do Côa

Nestes últimos anos tem sido uma constante do clube visitar o Vale do Côa, mais precisamente os núcleos de gravuras da Ribeira de Piscos, da Canada do Inferno e de Muxagata.
Apesar de o fazer desde que as gravuras se encontram visitáveis até hoje, o clube está sempre atento às sábias explicações dos bem formados guias do parque arqueológico. Não tem sido dificil aos alunos entender o motivo que levou a UNESCO a classificar as gravuras feitas há cerca de 20 mil anos, descobertas em 1992, a propósito da construção de uma barragem, como Património da Humanidade. A raridade e beleza deste achado fizeram com que uma equipa de especialistas em património artístico tivesse englobado as gravuras do Côa nas “sete novas maravilhas do mundo”, apresentadas na revista L’Express International, em 2000.
Nos últimos dois anos também se tem visitado a Quinta da Ervamoira, propriedade das Caves Ramos Pinto, que é notável pelos seus extensos vinhedos e pelo Museu de Sítio onde é dado a conhecer a geomorfologia da região, o ecossistema, a ocupação do Vale durante o período romano e medieval, a História centenária da Casa Ramos Pinto, e uma vinoteca onde se pode apreciar garrafas de vinhos antigos e actuais. O Museu de Sítio de Ervamoira é assim uma proposta cultural diferente e complementar do conjunto das gravuras pré-históricas.
O Clube deixa assim a sugestão a todos aqueles que querem passar um dia diferente, aliando o lúdico ao cultural, numa visita que engloba as deslocações em viaturas todo o terreno, sempre espectaculares, e que contam com guias credenciados para dar explicações sobre as várias temáticas que surgem aqui interligadas.
E como não podia deixar de ser…a oportunidade de saborear as “sardinhas de Trancoso”!

As origens do Clube de Arqueologia

A História deste clube podia começar como muitas outras histórias…

…Era uma vez uma professora que gostava muito de viajar por terras recheadas de histórias e de sabores! E lançou na sua escola um convite a todos os alunos que tivessem uma enorme vontade de partir à descoberta de lugares míticos, obras incontornáveis e recantos do Globo onde a natureza e a mão humana geraram paisagens e obras que fazem parte da nossa herança colectiva.
Surgiu assim o Clube de Arqueologia, primeiro com a professora Graça Pita e o professor António José e nos últimos anos, mais concretamente desde 1996 / 1997, com o professor Carlos Moura, sempre pautando a sua orientação, entre o conhecido e o desconhecido, entre o surpreendente e o óbvio, numa procura de lugares nos quais o tempo parece ter parado!

O Clube pretende que os alunos se:

interessem pela nossa História
conheçam o património arquitectónico e cultural do país
fiquem sensibilizados para a necessidade de preservar e conservar o património
desenvolvam o espírito crítico face à situação de abandono de alguns edifícios.

O clube é dinamizado por um grupo de oito “arqueólogos” que se reúne com o “arqueólogo-mor”, a fim de escolherem os locais que desejam visitar, e prepararem a visita aos mesmos. O Clube realiza duas visitas por período que decorrem ao sábado.