17 de jun de 2006

Tibães e um mosteiro que se recomenda!

Depois de uma longa série de anos votado ao abandono e à delapidação do seu imenso e valioso espólio, o Mosteiro de Tibães parece ter entrado numa nova fase, após a compra pelo Estado português.
Este mosteiro, que foi "casa-mãe" de todos os mosteiros beneditinos de Portugal e Brasil, foi palco de um movimentado quotidiano monástico, a que um decreto de 1833 iria pôr fim e que a venda em hasta pública, em 1864, entregaria a mãos endinheiradas da classe triunfante na centúria oitocentista.
Mãos pequenas para um edifício tão marcante da nossa História e ainda por cima com cerca de 40 hectares de terrenos... que acabou em ruínas e abandonado, até 1986, altura em que os Estado português decide pagar aos seus onze proprietários uma verba considerável!
E actualmente este importante Mosteiro volta a ser um espaço cultural, uma verdadeira "escola" a quem o visita.
O Clube de Arqueologia adorou a visita e nem deu pelas duas horas e meia que lá passou...
...por isso, é mais uma sugestão a levar em conta quando se quer dar um passeio cultural!
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2 comentários:

José Miguel Lucas disse...

Saudações a todos os “Arqueólogos” [q o foram, que o são e que graças ao stor Carlos Moura, o serão ;)]!
Antes d mais, partilhar um pouco da experiência pessoal que foi durante três anos poder ver in loco os sítios que estávamos habituados a ver nos livros de História (e de estórias…) e ouvir falar nos meios de comunicação social. Além das fortes relações pessoais que se estabelecem… (ficando para a história “numa manhã de nevoeiro… matei o Zé Miguel” ou “Oh stor, vamos lá dar uma malha aos putos”) a consolidação de conhecimentos é muito maior quando se tem a oportunidade de dizer “eu estive lá!” e, claro, com especialização em História da Arte, é muito mais fácil ao stor Carlos Moura explicar-nos o que estamos a ver…
Como não me posso alongar muito mais, restringir-me-ei a referências aos inerentes “roteiros gastronómico-conventuais”, sejam sardinhas de Trancoso ou pasteis de feijão das irmãs de Mangualde…
Concluo dizendo que é bom ver que o blog serve como “material de apoio”, oferecendo uma visita guiada a sítios que a maioria dos portugueses desconhece por completo.. sem dúvida “vá para fora cá dentro” ;)
E claro, aquilo q dizemos depois de cada viagem: “Obrigado, stor!”

Moura disse...

Caro amigo Lucas,
Obrigado por tão gentis palavras!
Não deixa de ser curioso que a ideia de criar um espaço na net para o Clube de Arqueologia partiu de ti...mas na altura, um site e utilizar o Front Page acabou por ser uma miragem. Ainda avançaste com um logotipo e algumas fotos para publicar.
E quando criei este blog lembrei-me de homenagear por um lado, a tua ousadia na altura, e por outro lado o facto de teres sido um dos ex-libris do Clube de Arqueologia. Mesmo depois de teres saido do CAIC para a faculdade a todos os membros novos do Clube o teu nome foi referido como um exemplo a seguir, como um modelo a imitar já que foste uma verdadeira "obra-prima" que o Clube teve o privilégio de ter fisicamente três anos...mas que ficará para sempre espititualmente!!

Um abraço