16 de abr de 2006

Por terras do Côa

Nestes últimos anos tem sido uma constante do clube visitar o Vale do Côa, mais precisamente os núcleos de gravuras da Ribeira de Piscos, da Canada do Inferno e de Muxagata.
Apesar de o fazer desde que as gravuras se encontram visitáveis até hoje, o clube está sempre atento às sábias explicações dos bem formados guias do parque arqueológico. Não tem sido dificil aos alunos entender o motivo que levou a UNESCO a classificar as gravuras feitas há cerca de 20 mil anos, descobertas em 1992, a propósito da construção de uma barragem, como Património da Humanidade. A raridade e beleza deste achado fizeram com que uma equipa de especialistas em património artístico tivesse englobado as gravuras do Côa nas “sete novas maravilhas do mundo”, apresentadas na revista L’Express International, em 2000.
Nos últimos dois anos também se tem visitado a Quinta da Ervamoira, propriedade das Caves Ramos Pinto, que é notável pelos seus extensos vinhedos e pelo Museu de Sítio onde é dado a conhecer a geomorfologia da região, o ecossistema, a ocupação do Vale durante o período romano e medieval, a História centenária da Casa Ramos Pinto, e uma vinoteca onde se pode apreciar garrafas de vinhos antigos e actuais. O Museu de Sítio de Ervamoira é assim uma proposta cultural diferente e complementar do conjunto das gravuras pré-históricas.
O Clube deixa assim a sugestão a todos aqueles que querem passar um dia diferente, aliando o lúdico ao cultural, numa visita que engloba as deslocações em viaturas todo o terreno, sempre espectaculares, e que contam com guias credenciados para dar explicações sobre as várias temáticas que surgem aqui interligadas.
E como não podia deixar de ser…a oportunidade de saborear as “sardinhas de Trancoso”!

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