

...sabores e locais paradisíacos!
Lugar de paragem obrigatória quando se passeia pela Beira Baixa Raiana é Idanha-a-Velha onde o tempo parece ter parado também! No meio da planície, salpicada aqui e ali por enormes rochas, junto do Rio Pônsul surge a aldeia que nos tempos romanos foi bastante próspera pois ali passava uma das principais estradas romanas. A ponte é de origem romana, mas tal como muitas outras que abundam neste país foi reconstruída na Idade Média. A catedral foi cinco vezes destruída e outras tantas levantada, daí resultando uma fascinante mistura de estilos e vestígios: epigrafias romanas (16 a C.), esculturas visigóticas de mármore, e um fresco manuelino
As ruínas milenares fundem-se com as casas dos aldeões. Tudo nos transporta para outras eras.
Depois de um passeio pela aldeia aconselha-se a um reconfortante lanche no LAFIV, pequeno café da terra, onde se podem saborear uns deliciosos enchidos caseiros...como morcela, batateiro, alheira e para terminar uns "borrachões" que são uns bolos secos feitos à base de aguardente e canela entre outros ingredientes claro está!!
No dia 17 de Março, mais um grupo de alunos do CAIC teve a oportunidade de realizar um baptismo de mergulho. Esta primeira experiência com o mergulho que para uns à partida será sempre emocionante, para outros pelo contrário intimidatória, tem decorrido num ambiente controlado, por pessoas credenciadas, feita a pouca profundidade de modo a cativar o novo adepto de mergulho.
O ritual é sempre idêntico, começa por fazer-se uma introdução onde se dá a conhecer o equipamento que vai ser utilizado (garrafa, reguladores, manómetros, colete, cinto de chumbos…) e alguns dos princípios da Física, Química e Biologia que estão inerentes ao mergulho. Depois, em grupo vai-se até ao fundo… e joga-se um pouco de ténis para estar mais descontraído no meio subaquático.
A grande riqueza desta experiência reside no facto de poder cruzar-se conhecimentos de áreas científicas diversificadas, e ao mesmo tempo incutir sentido de confiança, de espírito de grupo e liberdade aos alunos que o experimentam. Também não será de descurar as potencialidades que em termos de futuro terá a arqueologia subaquática no território português, pois sabe-se que ao longo da costa portuguesa estarão cerca de 6000 barcos naufragados, muitos da carreira das Índias…sabendo-se apenas a localização de umas duas dezenas deles!!!
Por todos estes motivos esta experiência dá a oportunidade de se descobrir um novo mundo. Estou certo que os cerca de 100 alunos que ao longo dos últimos quatro anos experimentaram não se arrependeram e jamais se esquecerão do ambiente sentido debaixo de água ao longo dos 30 a 40 minutos que demora o baptismo!
No site www.aquaoeste.com podem ser vistas algumas fotos tiradas nos baptismos a alunos do CAIC, bem como as noticias que foram publicadas nos Olarilas sobre os mesmos.
A História deste clube podia começar como muitas outras histórias…
…Era uma vez uma professora que gostava muito de viajar por terras recheadas de histórias e de sabores! E lançou na sua escola um convite a todos os alunos que tivessem uma enorme vontade de partir à descoberta de lugares míticos, obras incontornáveis e recantos do Globo onde a natureza e a mão humana geraram paisagens e obras que fazem parte da nossa herança colectiva.
Surgiu assim o Clube de Arqueologia, primeiro com a professora Graça Pita e o professor António José e nos últimos anos, mais concretamente desde 1996 / 1997, com o professor Carlos Moura, sempre pautando a sua orientação, entre o conhecido e o desconhecido, entre o surpreendente e o óbvio, numa procura de lugares nos quais o tempo parece ter parado!
O Clube pretende que os alunos se:
interessem pela nossa História
conheçam o património arquitectónico e cultural do país
fiquem sensibilizados para a necessidade de preservar e conservar o património
desenvolvam o espírito crítico face à situação de abandono de alguns edifícios.
O clube é dinamizado por um grupo de oito “arqueólogos” que se reúne com o “arqueólogo-mor”, a fim de escolherem os locais que desejam visitar, e prepararem a visita aos mesmos. O Clube realiza duas visitas por período que decorrem ao sábado.