12 de ago. de 2007

Que noite...



Parece que não posso ir ver o meu FCP no Estádio de Leiria!!
Em Janeiro escrevia sobre a "noite mais fria do ano" quando o União de Leiria derrotou os azuis e brancos...e a história voltou a repetir-se, agora com o Sporting.
A única diferença é que para o meu filhote a magia da noite foi outra, mesmo tendo ficado triste com o resultado, uma vez que entrou no relvado de mão dada com um jogador.
Apesar do meu Guilherme ter o coração de uma só cor, azul e branco, e vestir uma camisa azul e branca... entrou com o "leão" Polga. Na fotografia o segundo menino que acompanha o jogador verde e branco.
Vamos a ver se o velho ditado português "o primeiro milho é para os pardais...", neste caso leões terroristas (sem ofensa, mas num jogo inofensivo rebentarem quatro petardos é dose).
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11 de ago. de 2007

Viagem Medieval





Em Santa Maria da Feira decorre até amanhã uma "Viagem Medieval" que recomendo vivamente. A provar esta minha recomendação está o facto de lá ter ido na segunda feira e ter repetido a dose na sexta feira. Este post acaba por ser justo já que fui sugestionado para lá ir...e acabo por sugestionar todos os meus blogomigos.
Este evento tem a capacidade de nos transportar até tempos muito antigos, nomeadamente até ao século XV, altura em que D. João I concedeu aos homens bons da Feira, através do seu caveleiro João Álvares Pereira, a carta de feira franca, no passado dia 27 de Junho de 1407...um tipo de feira que procurava incentivar as trocas comerciais sem pagamento de impostos. É caso para dizer que mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!! Se calhar passa pela falta de formação histórica que os nossos actuais governantes mostram ter!!
Neste final da idade média, para combater a inflação, procurou-se incentivar o tráfico comercial, atraindo mercadores estrangeiros ao mesmo tempo que se desenvolvia o comércio interno. Tudo com a forte determinação e empenho do REI. Simples, não?

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9 de ago. de 2007

É nacional...


...diria eu, não é bom, é muito bom!! Para pena minha para muitos não é bom, porque é nacional e está demasiado perto para que se veja com olhos de ver. Se calhar o problema de alguns portugueses é sofrerem de miopia ou estimagtismo (não percebo lá muito destes problemas oftálmicos) e só apreciam as coisas estando bem afastados delas, tipo se forem em Espanha, França e por ai a diante!
A Frecha da Mizarela é um dos locais a que costumo chamar de paraiso terreal e como se não bastasse a sua beleza natural de encantar, acaba por fazer valer os seus números para aqueles tipos de rankings que para muitos são motivo para se vangloriarem ao dizerem aos amigos estive no sítio mais isto ou mais aquilo...
Quem vai a esta frecha sempre pode dizer que esteve na maior queda de água da Península Ibérica, com quase cerca de 70 metros, que acaba por ser onde brota da rocha o Rio Caima.
É motivo para nos espantarmos com a força sobrenatural com que nasce este rio e se projecta numa queda tão grande e depois ganha ainda mais força com inúmeras quedas que se sucedem... onde o Moura já fez as suas aventuras de pseudo-escalador chegando mesmo à base da queda maior.
O local é tão bonito que já levei lá por 3 vezes grupos de alunos e nesta segunda feira os meus filhotes. E só tenho vontade de levar todos aqueles que me rodeiam e admiro muito a este lugar que acaba por nos contagiar com o enorme amor com que DEUS criou o MUNDO. Interessante ver a força com que aquela água jorra e a suavidade com que depois percorre o leito trilhado por ela mesma sobre a rocha dura que aprendeu a moldar-se à sua passagem ao longo dos tempos. Lá dizem os antigos que água mole em pedra dura... por isso a esperança para muitos que encontram algumas dificuldades nesta vida terreal de que tudo se moldará mais cedo ou mais tarde aos nossos desejos.
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6 de ago. de 2007

Cântico Negro II

Depois de publicar o post sobre o "Cântico Negro", de José Régio, com a indicação de ouvir esse belo texto pela voz da Maria Bethania, fui desafiado por alguns comentadores a ouvir o mesmo poema declamado por João Villaret.
Procurei e encontrei, por isso partilho aqui o som...

http://www.portuweb.com/diversos/joao_villaret.wav

Quem desejar a letra pode consultar o seguinte endereço...
http://www2.mat.ua.pt/rosalia/caminhos/JRegio/index.html

Obrigado comentadores pelas dicas.

Arte Xávega II



Para terminar este meu testemunho sobre a permanência da tradição da Arte Xávega deixo-vos uma sequência de fotografias que nos mostram a retirada das redes do mar, hoje auxiliadas pelo motor de um tractor (o que acaba por manchar um pouco o cenário, na minha opinião), a escolha do peixe para colocar em lotes para o "leilão" final.
Quem compra sabe mesmo de onde veio o peixe, não restando quaisquer dúvidas sobre as diferenças do sabor deste peixe comparando com o que se vai comprando nas superfícies (grandes ou pequenas) comerciais, muito dele de viveiro...
Este parece ter o certificado de qualidade...
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5 de ago. de 2007

Arte Xávega



Na Praia do Pedrogão ainda se pode assistir a um tipo de pesca que se encontra em vias de extinção, na qual o barco sai do areal e arrasta consigo uma rede que depois é puxada para terra trazendo todo o peixe que encontra, mantendo-se graças a apoios comunitários.
Esta arte é muito apreciada pelos frequentadores da praia, pelos turistas, que no final de todo o processo podem comprar a preços simpáticos umas boas sacadas de peixe, inclusivamente aquele carapau e sardinha de pequenas dimensões que se tornam num verdadeiro manjar dos deuses depois de passarem por um óleo a ferver que os torna crocantes e deliciosos num prato com um arroz de tomate feito à maneira...
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4 de ago. de 2007

Mare Nostrum...




Partilho três fotografias tiradas hoje numa praia perto de mim...que podia ser numa outra qualquer praia perto de si!! O que mais importa salientar são os sentimentos e as emoções ligadas a estes cenários que nos proporcionam momentos únicos e pessoais, onde se busca força e calma ao mesmo tempo, onde se pensa no passado e se tenta perspectivar um futuro melhor. No mar acabo por ver a grandeza e a perfeição com que Deus criou o Mundo. Atrevo-me a dizer que perfeito, perfeito, perfeito...é estar junto ao mar e deixar-se levar por aquilo que ele nos "diz".
Os romanos chamavam ao Mar Mediterrâneo de "Mare Nostrum"... e eu acabo por não ser tão redutor e chamo de "Nosso Mar" a todo e qualquer tipo de mar, desde o norte até ao sul, que acaba por espelhar as nossas vivências junto dele ou na sua ausência, mas com o seu consentimento.
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1 de ago. de 2007

Cântico Negro

Ao captar esta fotografia, perto de S. Pedro de Moel, lembrei-me de uma das aulas mais marcantes na minha vida de estudante!! Encontrava-me no 10º ano na Escola D. Duarte, em Coimbra, a digerir o trauma da primeira aula de Filosofia, onde o professor justifica a nova disciplina nesta estapa da vida de estudante pelo motivo de se ter 15 anos e a maturidade para "encaixar" temas tão abstractos como os exigidos pelo programa.
Eu com apenas 14 anos fiquei desesperado... mas lá fui andando e adorando as matérias que nos davam que pensar. Por isso estou sempre a dizer aos meus alunos que o verdadeiro sentido de andar na escola é colocar a "massa cinzenta encefálica...a pensar" (e não apenas a reproduzir ou debitar aquilo que lá metem ou lhes metem...).
Voltando ao já longínquo ano de 1986... lembro-me de numa aula o professor de Filosofia levar um gravador, algo um pouco fora do normal, colocou uma cassete com a declamação por parte da Maria Bethania, do belo texto de José Régio "Cântico Negro".
Bateu fundo o texto...e nunca mais o esqueci!

Parece que o passarito que se encontra no lado esquerdo do fio também já leu o texto...senão vejam no vídeo que se encontra mesmo aqui do lado direito...

Podem ouvir a bonita declamação da Maria Bethania e a letra do Cântico Negro de José Régio.

Que tal ?


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31 de jul. de 2007

Desafio...



Ao andar pelos blogs somos confrontados com inúmeros desafios, muitos dos quais nos chegam em forma de convite, onde dizemos o que andamos a ler, completamos frases que nos mostram o que nos vai na alma e, recebemos uns prémios tipo óscares para colocar no blog.
Os mais atentos já perceberam que não sou grande adepto dessas "ondas" e só uma ou outra vez é que aceitei entrar nessas "cadeias".
Hoje acabo por trazer aqui um desafio simples e mais pragmático à boa maneira do Moura... pegar num carro e ir até S. Pedro de Moel, seguir em direcção do farol e cerca de um quilómetro adiante encontramos o Old Beach Bar. É interessante para beber um copo ou até mesmo almoçar, tendo ficado da última vez com uma enorme vontade de encomendar uma alcatra de peixe (especialidade açoreana que adoro). Fiquei muito bem impressionado com o ambiente e por isso mesmo o recomendo aos meus blogomigos.
É simples o desafio, certo? Uns dizem "vá pelo seus dedos", outros apregoam "mais perto do que é importante"... eu digo vá até ao Old Beach Bar e passe um bom momento junto do verde esperança, de um pinhal de Leiria que neste local parece mais a selva do Vietnam (digo eu...) e do azul oceânico que acalma e dá força.
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28 de jul. de 2007

Lua Cheia


Depois de um dia agarrado a um rolo e um pincel a pintar paredes de "branco nórdico", que é um branco que parece que veio do norte e por isso diferento do branco da nossa terra... decidi por contraste colocar uma fotografia à breves instantes onde a lua aparece em toda a sua plenitude a contrastar com o negro da noite.
Amanhã as paredes vão continuar a ser a ponte para aquela miragem que teima em aparecer apenas virtualmente no imaginário do Moura que não vê a hora de mergulhar e sentir o mar que tanto adora.
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25 de jul. de 2007

Miragem


Parece miragem aquela praia e água que tanto desejo pisar e mergulhar, aqui tão perto e tão longe, mas que teima em escapar! Vou tentar matar este desejo no Sábado...assim o S. Pedro esteja de bom humor. Até lá mais uns afazeres relacionados com exames e trabalhos de casa, uma vez que vou transformar-me em pintor e mestre de obras para pintar umas 3 divisões e aplicar nas paredes umas estantes para guardar os inúmeros livros que não param de se multiplicar.
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24 de jul. de 2007

Sinal de Esperança


Os faróis atraem-me e os meus blogomigos já perceberam que de vez em quando lá faço um post relacionado com estas construções que se encontram revestidas de enorme simbolismo. Quem conhece o mar percebe o quão agradável é ter os pés em terra firme... e na imensidão das ondas revoltas a sensação de prazer que se tem ao ver um farol deve ser por demais interessante. É como quem está na escuridão e de repente vê na luz o único antídoto contra as trevas inquietantes.
Deve ser por isso que uma das épocas históricas que mais me agrada leccionar é precisamente o Iluminismo...altura em que a verdadeira mente moderna de define baseada no poder da Razão/Luz, única fonte de felicidade ao ser humano de alavanca para um progresso sustentado e sustentável.
O programa Ciência Viva mais uma vez vai permitir que se visitem alguns faróis da costa portuguesa no decorrer dos meses de verão... e eu estou muito sugestionado a visitar o Farol do Penedo da Saudade que se encontra em S. Pedro de Moel.
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23 de jul. de 2007

Caminhos

Parece finalmente que o caminho se tornou mais claro no meio da encruzilhada que os inúmeros trabalhos e actividades nos quais o "Moura" se meteu e acabou por ditar o seu "afastamento" da blogosfera.
Agora ao ver o mar e um caminho alternativo e divergente do habitual nos últimos tempos ganho um novo alento e a blogosfera irá sentir esta força que se renovou com a ida às Berlengas e ao meu reaproximar da força e calma que o mar tão facilmente me consegue dar. E o mês de Julho, mesmo com uma sexta feira 13, acabou por ser importante neste aproximar da blogosfera e arredores.
Caminhos novos se avizinham nas próximas semanas...culminando com uma estadia por terras de onde partiu a Reconquista Cristã e nos devolveu parte da nossa identidade. Depois lá regressa o admirável mundo dos exames, em Setembro... fruto das mentes iluminadas de Lisboa!!
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14 de jul. de 2007

A minha francesinha


Hoje parece o dia internacional da Francesinha no blog do Moura!! Acordei com vontade de escrever sobre esta especialidade do norte e dei por mim a confeccionar pela primeira vez este petisco para o almoço... Acabou por ser fácil com os sábios ensinamentos que recebi pela mestre em francesinhas que referi no post anterior. A minha francesinha teve direito a certificado de qualidade... pois francesinha que é francesinha...é do Porto!!
Só de pensar nela fico com vontade de saborear mais vezes esta iguaria.
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Francesinhas




Hoje apeteceu-me brindar os meus blogomigos com algo que decerto os vai agradar... uma iguaria do norte, mais propriamente da cidade invicta, refiro-me às Francesinhas. Parece algo contraditório termos um petisco criado de forma muito "sui generis", já lá vão cerca de quatro décadas, quando um poveiro emigrado em França regressou a Portugal de vez e decidiu vestir com roupagens nacionais o refinado francês «croque-monsieur».
Acabo por este modo ir ao encontro daqueles que me dizem que um dos ex-libris deste blog, refiro-me aos prazeres gastronómicos que o Arqueólogo-Moura costuma partilhar, estava a desaparecer...
Este post acaba por ser também uma homenagem a quem elaborou esta iguaria e a partilhou com a comunidade educativa do CAIC.
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11 de jul. de 2007

7 de jul. de 2007

Mosteiros e Fortalezas

No ano de 1513, os monges da Ordem de S. Jerónimo fundaram na ilha o Mosteiro da Misericórdia, que lhes serviu de retiro durante 35 anos. Durante esse período, a tranquilidade e isolamento procurados pelos monges foram muitas vezes violentamente interrompidos pelos ataques dos corsários, que saqueavam o convento e capturavam os monges para com eles abastecerem o mercado de escravos do Norte de Africa. Depois do abandono, o mosteiro da Berlenga caíu em ruínas, dele restando apenas alguns muros e pedras soltas. No seu lugar, perto do cais, foi construído o actual Restaurante Mar e Sol que se pode ver no canto superior esquerdo da fotografia.

Sendo a ilha, pela sua localização, um excelente posto de defesa do território Português, foi mandado erguer pelo rei D. João IV de Portugal, a Fortaleza S. João Baptista, que viria a ser palco de batalhas, das quais se celebrizou o ataque do castelhano Diogo Ibarra. Atacado e bombardeado durante dois dias, acabou o forte por ser tomado pelos Castelhanos. A guarnição Portuguesa, que resistiu mais do que humanamente parecia possível, era comandada pelo Cabo Avelar Pessoa. Estava-se no ano de 1666.
Ao longo de quase dois séculos este forte esteve envolvido em diversas estratégias militares, até que em 1847 acabou por ser abandonado. Actualmente serve de abrigo aos visitantes que aí desejem pernoitar.

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4 de jul. de 2007

Pormenores...




A Reserva Natural das Berlengas tem um coração...é verdade! Eu consegui captar na primeira fotografia esse órgão precioso que alguns conseguem sentir o seu palpitar ao visitar este pequeno paraíso. Este local também conseguiu captar e petreficar o maior elefante existente ao cimo da terra (2ª fotografia) e uma baleia (3ª fotografia) que se deixou encantar pelo príncipe que tomava conta do forte de S. João Baptista!
Na última fotografia mostro a "Cova do Sonho", onde se destaca a "Catedral" com cerca de 70 metros de altura, que acabou por ser palco de uns bons banhos do "Arqueólogo-Moura".

Achei interessante a informação que dá esta ilha como um lugar sagrado, onde no primeiro milénio antes de Cristo se celebrava o culto de Baal-Melkart. Chamavam-lhe os historiadores da Antiguidade, a ilha de Saturno, o que acaba por nos envolver numa série de pequenas estórias que contribuem para a história de um povo, que se confundem com o imaginário.

Dos romanos restam cepos de âncoras perdidas nos fundos do mar e outros vestígios; dos vikings, as histórias dos seus ataques a embarcações comerciais. Vieram os piratas ingleses, vieram os mouros, e novamente os ingleses. E, nos Descobrimentos, foi no mar das Berlengas que capturaram a nau de Garcia Dias, vinda da Índia.

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